terça-feira, 5 de outubro de 2010
BÍBLIA: LER O TEXTO DENTRO DO CONTEXTO - DENIS DUARTE
Bíblia: ler o texto dentro do contexto
A proposta desse artigo é entendermos melhor uma regra de ouro da literatura, qualquer que seja ela: ler o texto dentro do seu contexto. Isso significa vê-lo também como produto de pessoas diferentes e de épocas também diferentes.
Muitas vezes, nos sentimos desencorajados com determinados textos bíblicos por não conseguirmos entendê-los. Quem nunca leu uma passagem bíblica e não apreendeu quase nada do que estava escrito ali? Quem nunca deparou com conceitos muito complicados e muito distantes daquilo que entendemos e vivemos hoje?
Isso acontece porque cada um dos livros da Sagrada Escritura faz parte de um contexto mais amplo, cujos textos foram escritos numa época muito distante da nossa. Dessa forma, a leitura se torna um pouco mais complexa e, não raras vezes, incompreensível, em virtude de uma distância temporal, linguística e cultural existente entre a redação do texto bíblico e a leitura e a interpretação que fazemos hoje.
E por isso chamamos a atenção para a necessidade de uma leitura mais cuidadosa e não tão rápida e superficial, para que não ocorra uma interpretação equivocada e arriscada. Porque é natural entendermos o que lemos a partir de conceitos e da ideia que temos do mundo moderno em que vivemos, esquecendo-nos de que a Bíblia é formada por textos antigos, construídos num mundo diferente do nosso.
Dessa maneira, precisamos buscar o máximo de informações sobre o texto que iremos estudar. Tudo que o cerca, de modo especial o período em que foi escrito e qual contexto histórico que o influencia. Quanto mais informações tivermos a respeito dele [texto], tanto mais poderemos nos guiar pela regra literária citada no começo deste artigo: ler o texto dentro do contexto.
Mas como podemos saber mais sobre a época em que os textos bíblicos foram compostos e sob quais condições se deu esse processo de redação do texto que vamos ler?
É fácil. Basta consultarmos as nossas próprias Bíblias, pois elas nos fornecem essas informações. Precisamos conferir as introduções apresentadas antes de cada livro bíblico. Assim acontece, por exemplo, nas traduções da Bíblia, como a versão da TEB, da Bíblia Jerusalém e do Peregrino. Ou ainda, como na tradução da Bíblia Ave-Maria que traz logo na sua abertura um comentário sobre cada um dos livros bíblicos.
Essas introduções são muito importantes, pois nos dão informações preciosas a respeito do livro que vamos ler, informações estas muito úteis e práticas a respeito do período de composição do texto, sobre o contexto histórico no qual se deu essa redação, a qual grupo esse texto foi primeiramente dirigido, quem o redigiu, entre outros.
Caso tenhamos acesso a fontes confiáveis que podem, da mesma maneira e talvez de forma mais completa, nos fornecer essas informações, podemos e devemos utilizá-las, pois, como dissemos anteriormente, quanto mais informações temos do texto, tanto maior será nossa segurança de que o leremos dentro do contexto, evitando erros e equívocos. Mas, lembre-se: é importante que conheçamos bem essa literatura secundária utilizada para não consultarmos uma bibliografia que possa nos levar ao erro.
Um alerta aos que fazem uso da internet: muito cuidado ao buscar essas informações nesse espaço virtual. Não tenho nada contra a rede mundial de computadores; muito pelo contrário, sou usuário e a vejo como um facilitador da vida cotidiana. Mas, infelizmente, em se tratando de estudos bíblicos, a grande maioria das coisas que encontro nela possui muitos erros ou está ligada a outra doutrina diferente da católica.
Outro recurso apresentado pelas Bíblias, que além de nos auxiliar na compreensão dos textos, também nos fornece informações importantes sobre o conteúdo do que lemos são as notas de rodapé. Essas observações são muito valiosas porque são explicativas e por meio delas nos esclarecidas questões ligadas à língua, à geografia, à cultura, entre tantas outras coisas que facilitam o nosso entendimento deles. Muitos as ignoram, justamente por serem pequeninas, às vezes é difícil enxergá-las, mas elas estão ali para servir de auxílio para que o texto se torne mais acessível a nós que estamos distantes temporal, cultural e linguisticamente dos textos bíblicos.
Enfim, é necessário fazer uso desses recursos presentes nas nossas Bíblias, assim como das introduções nos livros e das notas de rodapé. Esses recursos fazem, de certo modo, parte da leitura e não podemos ignorá-los. A Igreja, e nossos tradutores, conhecem as distâncias entre nós e o texto e, consequentemente, sabem do risco de uma leitura fora de contexto. Ou seja, informações presentes na própria Bíblia, ainda que não sejam o texto bíblico propriamente dito, são não apenas importantes, mas necessárias para uma leitura da Palavra de Deus sem equívocos e que permita, verdadeiramente, nosso encontro com o sagrado.
Denis Duarte
A proposta desse artigo é entendermos melhor uma regra de ouro da literatura, qualquer que seja ela: ler o texto dentro do seu contexto. Isso significa vê-lo também como produto de pessoas diferentes e de épocas também diferentes.
Muitas vezes, nos sentimos desencorajados com determinados textos bíblicos por não conseguirmos entendê-los. Quem nunca leu uma passagem bíblica e não apreendeu quase nada do que estava escrito ali? Quem nunca deparou com conceitos muito complicados e muito distantes daquilo que entendemos e vivemos hoje?
Isso acontece porque cada um dos livros da Sagrada Escritura faz parte de um contexto mais amplo, cujos textos foram escritos numa época muito distante da nossa. Dessa forma, a leitura se torna um pouco mais complexa e, não raras vezes, incompreensível, em virtude de uma distância temporal, linguística e cultural existente entre a redação do texto bíblico e a leitura e a interpretação que fazemos hoje.
E por isso chamamos a atenção para a necessidade de uma leitura mais cuidadosa e não tão rápida e superficial, para que não ocorra uma interpretação equivocada e arriscada. Porque é natural entendermos o que lemos a partir de conceitos e da ideia que temos do mundo moderno em que vivemos, esquecendo-nos de que a Bíblia é formada por textos antigos, construídos num mundo diferente do nosso.
Dessa maneira, precisamos buscar o máximo de informações sobre o texto que iremos estudar. Tudo que o cerca, de modo especial o período em que foi escrito e qual contexto histórico que o influencia. Quanto mais informações tivermos a respeito dele [texto], tanto mais poderemos nos guiar pela regra literária citada no começo deste artigo: ler o texto dentro do contexto.
Mas como podemos saber mais sobre a época em que os textos bíblicos foram compostos e sob quais condições se deu esse processo de redação do texto que vamos ler?
É fácil. Basta consultarmos as nossas próprias Bíblias, pois elas nos fornecem essas informações. Precisamos conferir as introduções apresentadas antes de cada livro bíblico. Assim acontece, por exemplo, nas traduções da Bíblia, como a versão da TEB, da Bíblia Jerusalém e do Peregrino. Ou ainda, como na tradução da Bíblia Ave-Maria que traz logo na sua abertura um comentário sobre cada um dos livros bíblicos.
Essas introduções são muito importantes, pois nos dão informações preciosas a respeito do livro que vamos ler, informações estas muito úteis e práticas a respeito do período de composição do texto, sobre o contexto histórico no qual se deu essa redação, a qual grupo esse texto foi primeiramente dirigido, quem o redigiu, entre outros.
Caso tenhamos acesso a fontes confiáveis que podem, da mesma maneira e talvez de forma mais completa, nos fornecer essas informações, podemos e devemos utilizá-las, pois, como dissemos anteriormente, quanto mais informações temos do texto, tanto maior será nossa segurança de que o leremos dentro do contexto, evitando erros e equívocos. Mas, lembre-se: é importante que conheçamos bem essa literatura secundária utilizada para não consultarmos uma bibliografia que possa nos levar ao erro.
Um alerta aos que fazem uso da internet: muito cuidado ao buscar essas informações nesse espaço virtual. Não tenho nada contra a rede mundial de computadores; muito pelo contrário, sou usuário e a vejo como um facilitador da vida cotidiana. Mas, infelizmente, em se tratando de estudos bíblicos, a grande maioria das coisas que encontro nela possui muitos erros ou está ligada a outra doutrina diferente da católica.
Outro recurso apresentado pelas Bíblias, que além de nos auxiliar na compreensão dos textos, também nos fornece informações importantes sobre o conteúdo do que lemos são as notas de rodapé. Essas observações são muito valiosas porque são explicativas e por meio delas nos esclarecidas questões ligadas à língua, à geografia, à cultura, entre tantas outras coisas que facilitam o nosso entendimento deles. Muitos as ignoram, justamente por serem pequeninas, às vezes é difícil enxergá-las, mas elas estão ali para servir de auxílio para que o texto se torne mais acessível a nós que estamos distantes temporal, cultural e linguisticamente dos textos bíblicos.
Enfim, é necessário fazer uso desses recursos presentes nas nossas Bíblias, assim como das introduções nos livros e das notas de rodapé. Esses recursos fazem, de certo modo, parte da leitura e não podemos ignorá-los. A Igreja, e nossos tradutores, conhecem as distâncias entre nós e o texto e, consequentemente, sabem do risco de uma leitura fora de contexto. Ou seja, informações presentes na própria Bíblia, ainda que não sejam o texto bíblico propriamente dito, são não apenas importantes, mas necessárias para uma leitura da Palavra de Deus sem equívocos e que permita, verdadeiramente, nosso encontro com o sagrado.
Denis Duarte
OUTUBRO MÊS DAS MISSÕES
Missões a partir da Conferência de Aparecida
Que o mês de outubro é o mês missionário não é novidade. A novidade é que a partir da Conferência Episcopal da América Latina, em Aparecida (SP, 2007), o espírito missionário tornou-se mais real, urgente e comprometedor para toda a Igreja. É preciso que todos evangelizem e sejam evangelizados. Sejam discípulos missionários.
A palavra chave do Documento de Aparecida é MISSÃO. Já o lema da Conferência diz: “Discípulos e missionários de Jesus Cristo para que nele nossos povos tenham vida”. O documento está cheio de interpelações e chamamentos que mexem, sacodem e provocam um grande “vendaval do Espírito”, como aconteceu na primeira comunidade cristã de Jerusalém, no dia de Pentecostes (At 2,1-13).
Aparecida convida toda a Igreja a orientar-se, com decisão e urgência, para a missão. Seus bens, estruturas, recursos, pessoas e pastorais devem estar voltados para a missão. É uma tarefa gigantesca e apaixonante. Todo povo de Deus é chamado a ser discípulo missionário de Jesus Cristo, cada um no serviço específico que escolheu ou que lhe foi confiado (leigos, padres, bispos, operários, lavradores, empresários...).
O perigo é fazer missão de qualquer jeito e sem clareza de objetivos. Por isso, o Documento lembra que a motivação principal da missão está na comunhão trinitária: “A Igreja é missionária por sua natureza, porque tem sua origem na missão do Filho e do Espírito Santo, segundo o desígnio do Pai” (DA 347). Esta comunhão deixou de existir uma vez que as relações de fraternidade entre as pessoas e com a natureza foram destruídas. O testemunho cristão está perdendo forças e a Igreja se sente despreparada para enfrentar os desafios da modernidade. Os cristãos não mais são capazes de “dar as razões da sua fé” em meio a uma sociedade secularizada onde os valores se tornam relativos e o destaque fica por conta do gozo momentâneo.
Por estas e tantas outras razões percebemos que a Missão não é uma tarefa opcional, mas parte integrante da identidade cristã. Ela é uma necessidade e uma urgência permanente: “Ai de mim se eu não anunciar o Evangelho “(1 Cor 9,16).
O grande objetivo das Missões é ajudar os cristãos a serem discípulos missionários de Jesus Cristo, proclamando a Boa Nova da dignidade humana, da vida, da família, do trabalho, da ciência e da solidariedade com a criação. Os sujeitos da missão são todos os batizados, uma vez que discipulado e missão são como as duas faces da mesma moeda. Os destinatários são todos os povos, desde as pessoas que moram perto até os que vivem nos países mais distantes.
Espero que estas considerações sobre as missões feitas no início do mês de outubro, favoreçam e despertem um verdadeiro espírito missionário. Que todos sejamos discípulos missionários de Nosso Senhor Jesus Cristo, para que Nele todos os povos tenham vida e vida em abundância (Jo 10,10).
Dom Canísio Klaus
Que o mês de outubro é o mês missionário não é novidade. A novidade é que a partir da Conferência Episcopal da América Latina, em Aparecida (SP, 2007), o espírito missionário tornou-se mais real, urgente e comprometedor para toda a Igreja. É preciso que todos evangelizem e sejam evangelizados. Sejam discípulos missionários.
A palavra chave do Documento de Aparecida é MISSÃO. Já o lema da Conferência diz: “Discípulos e missionários de Jesus Cristo para que nele nossos povos tenham vida”. O documento está cheio de interpelações e chamamentos que mexem, sacodem e provocam um grande “vendaval do Espírito”, como aconteceu na primeira comunidade cristã de Jerusalém, no dia de Pentecostes (At 2,1-13).
Aparecida convida toda a Igreja a orientar-se, com decisão e urgência, para a missão. Seus bens, estruturas, recursos, pessoas e pastorais devem estar voltados para a missão. É uma tarefa gigantesca e apaixonante. Todo povo de Deus é chamado a ser discípulo missionário de Jesus Cristo, cada um no serviço específico que escolheu ou que lhe foi confiado (leigos, padres, bispos, operários, lavradores, empresários...).
O perigo é fazer missão de qualquer jeito e sem clareza de objetivos. Por isso, o Documento lembra que a motivação principal da missão está na comunhão trinitária: “A Igreja é missionária por sua natureza, porque tem sua origem na missão do Filho e do Espírito Santo, segundo o desígnio do Pai” (DA 347). Esta comunhão deixou de existir uma vez que as relações de fraternidade entre as pessoas e com a natureza foram destruídas. O testemunho cristão está perdendo forças e a Igreja se sente despreparada para enfrentar os desafios da modernidade. Os cristãos não mais são capazes de “dar as razões da sua fé” em meio a uma sociedade secularizada onde os valores se tornam relativos e o destaque fica por conta do gozo momentâneo.
Por estas e tantas outras razões percebemos que a Missão não é uma tarefa opcional, mas parte integrante da identidade cristã. Ela é uma necessidade e uma urgência permanente: “Ai de mim se eu não anunciar o Evangelho “(1 Cor 9,16).
O grande objetivo das Missões é ajudar os cristãos a serem discípulos missionários de Jesus Cristo, proclamando a Boa Nova da dignidade humana, da vida, da família, do trabalho, da ciência e da solidariedade com a criação. Os sujeitos da missão são todos os batizados, uma vez que discipulado e missão são como as duas faces da mesma moeda. Os destinatários são todos os povos, desde as pessoas que moram perto até os que vivem nos países mais distantes.
Espero que estas considerações sobre as missões feitas no início do mês de outubro, favoreçam e despertem um verdadeiro espírito missionário. Que todos sejamos discípulos missionários de Nosso Senhor Jesus Cristo, para que Nele todos os povos tenham vida e vida em abundância (Jo 10,10).
Dom Canísio Klaus
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
SETEMBRO MÊS DA BÍBLIA
A Bíblia é o grande livro da Palavra de Deus. Ali podemos contemplar o Criador que tudo faz de modo harmonioso e perfeito. Ele se comunica com os seres humanos e encontra prazer em entreter-se com eles. O que Deus mais quer é que seus filhos e filhas sejam felizes.
Mesmo caindo no pecado da auto-suficiência, trilhando caminhos tortuosos, o Senhor sempre vem ao encontro da humanidade, concedendo-lhe a salvação. Ele forma um povo que o sirva e lhe dá a lei de trabalhar, para se desenvolver e colaborar com a obra da criação.
Vê a situação aflitiva do povo, escuta o seu clamor e desce para libertá-lo da escravidão do Egisto. Faz com que ele caminhe pelo deserto, onde o forja. Manifesta-se a ele, dando-lhe leis justas e mandamentos precisos. E estabelece-o na terra prometida.
Em meio à corrupção e à idolatria do povo, sobretudo dos líderes, o Senhor suscita profetas. Eles denunciam as injustiças e os desvarios, que levam à destruição. Mas conclamam à conversão e reacendem a esperança no Messias salvador.
Na plenitude dos tempos, o Pai envia seu Filho único, nascido de Maria, por obra do Espírito Santo. Jesus de Nazaré, Palavra feita gente, anuncia o Reino de Deus, fazendo o bem a todos. Acusado de blasfemo e subversivo, é condenado a morrer na cruz. Ressuscitado, envia seus discípulos pelo mundo para pregarem o Evangelho e fazerem discípulos seus todos os povos.
Os discípulos levam a Palavra por toda parte e formam comunidades. Estas se solidificam e se tornam missionárias. Ajudam-se mutuamente e seu testemunho de comunhão fraterna e partilha solidária levam muitos a abraçar a fé. Como o Mestre, tantos são perseguidos e martirizados! Porém seu sangue torna-se semente de novos seguidores de Jesus Cristo.
A Igreja, alicerçada na pregação dos apóstolos e no sangue dos mártires, continua a história da salvação. Como aos discípulos de Emaús, ainda hoje, a Palavra arde e aquece os corações. Queremos mergulhar nela, para experimentarmos a intimidade com o Senhor e dele nos tornarmos missionários de tantos que o esqueceram e abandonaram a comunidade dos irmãos.
Pela leitura orante da Palavra, preparemo-nos hoje e sempre!
† Frei Diamantino P. de Carvalho, ofm
Bispo da Diocese da Campanha
Mesmo caindo no pecado da auto-suficiência, trilhando caminhos tortuosos, o Senhor sempre vem ao encontro da humanidade, concedendo-lhe a salvação. Ele forma um povo que o sirva e lhe dá a lei de trabalhar, para se desenvolver e colaborar com a obra da criação.
Vê a situação aflitiva do povo, escuta o seu clamor e desce para libertá-lo da escravidão do Egisto. Faz com que ele caminhe pelo deserto, onde o forja. Manifesta-se a ele, dando-lhe leis justas e mandamentos precisos. E estabelece-o na terra prometida.
Em meio à corrupção e à idolatria do povo, sobretudo dos líderes, o Senhor suscita profetas. Eles denunciam as injustiças e os desvarios, que levam à destruição. Mas conclamam à conversão e reacendem a esperança no Messias salvador.
Na plenitude dos tempos, o Pai envia seu Filho único, nascido de Maria, por obra do Espírito Santo. Jesus de Nazaré, Palavra feita gente, anuncia o Reino de Deus, fazendo o bem a todos. Acusado de blasfemo e subversivo, é condenado a morrer na cruz. Ressuscitado, envia seus discípulos pelo mundo para pregarem o Evangelho e fazerem discípulos seus todos os povos.
Os discípulos levam a Palavra por toda parte e formam comunidades. Estas se solidificam e se tornam missionárias. Ajudam-se mutuamente e seu testemunho de comunhão fraterna e partilha solidária levam muitos a abraçar a fé. Como o Mestre, tantos são perseguidos e martirizados! Porém seu sangue torna-se semente de novos seguidores de Jesus Cristo.
A Igreja, alicerçada na pregação dos apóstolos e no sangue dos mártires, continua a história da salvação. Como aos discípulos de Emaús, ainda hoje, a Palavra arde e aquece os corações. Queremos mergulhar nela, para experimentarmos a intimidade com o Senhor e dele nos tornarmos missionários de tantos que o esqueceram e abandonaram a comunidade dos irmãos.
Pela leitura orante da Palavra, preparemo-nos hoje e sempre!
† Frei Diamantino P. de Carvalho, ofm
Bispo da Diocese da Campanha
terça-feira, 31 de agosto de 2010
INFORMAÇÕES DA COMISSÃO NACIONAL DIACONAL
Diretores e Formadores Diaconais apontam crescimento de candidatos e de escolas formadoras no Brasil Sáb, 28 de Agosto de 2010 07:04 cnbb
Acontece em Brasília, de 26 a 29, no Instituto Bíblico de Brasília (IBB) o 11º Encontro Nacional de Diretores e Formadores das Escolas Diaconais. O evento é bienal e tem como finalidade, segundo a Comissão Nacional dos Diáconos do Brasil (CND), atualizar a formação nas escolas dos candidatos ao diaconado permanente.
Segundo o arcebispo de Teresina (PI) e integrante da Comissão para atualização das Diretrizes do Diaconato Permanente, dom Sérgio da Rocha, há índice de crescimento no número de diáconos e de escolas de formação para esses agentes, no Brasil.
“Este encontro está ajudando na atualização das Diretrizes do Diaconato Permanente, pois cada escola aqui representada traz suas questões, suas problemáticas. Além disso, essa partilha de experiências revela o crescimento do número de diáconos e de escolas diaconais, mostrando a importância desse agente pastoral, e detalhando a necessidade de aprofundamento que as escolas formadoras estão aplicando nos futuros diáconos. E esta tendência de crescimento é um fator nacional”, ressaltou dom Sérgio.
O presidente da Comissão Nacional dos Diáconos do Brasil, diácono Odélcio Calligaris da Costa, detalhou os crescimento apontado pelo arcebispo de Teresina. “Pelo que constatamos, a estimativa é que haja aproximadamente 2400 diáconos, 70 escolas formadoras e 600 candidatos a formação permanente no Brasil”.
Ainda segundo o presidente da CND, a importância da formação do agente pastoral e de sua atuação nas comunidades é vital para uma evangelização mais eficiente. “Este encontro serve de motivação para a continuidade de formação dos futuros diáconos e no seu aprofundamento. Para ser um bom agente de pastoral é necessário generosidade, disposição é competência. Os dois primeiros são dons de Deus, e o último deve ser conquistado pelos estudos, por isso destaco a importância da formação permanente do diácono”, ressaltou.
O bispo de Balsas (MA), dom Enemésio Angelo Lazzaris, também participa do encontro. Segundo o bispo, a tendência de crescimento é perceptível em sua diocese. “Quando assumi a diocese de Balsas, havia dois diáconos. Atualmente há a formação de mais sete futuros diáconos permanentes”. Segundo o bispo, o maior problema que sua diocese enfrenta é a grande distância de uma extremidade a outra. “Não há mais candidatos ao diaconato porque sofremos com a longa distância de nossa diocese. Ao todo são 700 km, então fica muito complicado reunir essas pessoas. Mas mesmo com essa longa distância, estamos trabalhando na constante atualização e formação aprofundada dos futuros diáconos”, afirmou dom Enemésio.
Segundo dados da Comissão Nacional de Diáconos do Brasil o crescimento de diáconos no mundo é da faixa de 35%, e no Brasil os números são maiores.
Outras informações acesse o site da Comissão de Diáconos, no endereço eletrônico www.cnd.org.br.
Acontece em Brasília, de 26 a 29, no Instituto Bíblico de Brasília (IBB) o 11º Encontro Nacional de Diretores e Formadores das Escolas Diaconais. O evento é bienal e tem como finalidade, segundo a Comissão Nacional dos Diáconos do Brasil (CND), atualizar a formação nas escolas dos candidatos ao diaconado permanente.
Segundo o arcebispo de Teresina (PI) e integrante da Comissão para atualização das Diretrizes do Diaconato Permanente, dom Sérgio da Rocha, há índice de crescimento no número de diáconos e de escolas de formação para esses agentes, no Brasil.
“Este encontro está ajudando na atualização das Diretrizes do Diaconato Permanente, pois cada escola aqui representada traz suas questões, suas problemáticas. Além disso, essa partilha de experiências revela o crescimento do número de diáconos e de escolas diaconais, mostrando a importância desse agente pastoral, e detalhando a necessidade de aprofundamento que as escolas formadoras estão aplicando nos futuros diáconos. E esta tendência de crescimento é um fator nacional”, ressaltou dom Sérgio.
O presidente da Comissão Nacional dos Diáconos do Brasil, diácono Odélcio Calligaris da Costa, detalhou os crescimento apontado pelo arcebispo de Teresina. “Pelo que constatamos, a estimativa é que haja aproximadamente 2400 diáconos, 70 escolas formadoras e 600 candidatos a formação permanente no Brasil”.
Ainda segundo o presidente da CND, a importância da formação do agente pastoral e de sua atuação nas comunidades é vital para uma evangelização mais eficiente. “Este encontro serve de motivação para a continuidade de formação dos futuros diáconos e no seu aprofundamento. Para ser um bom agente de pastoral é necessário generosidade, disposição é competência. Os dois primeiros são dons de Deus, e o último deve ser conquistado pelos estudos, por isso destaco a importância da formação permanente do diácono”, ressaltou.
O bispo de Balsas (MA), dom Enemésio Angelo Lazzaris, também participa do encontro. Segundo o bispo, a tendência de crescimento é perceptível em sua diocese. “Quando assumi a diocese de Balsas, havia dois diáconos. Atualmente há a formação de mais sete futuros diáconos permanentes”. Segundo o bispo, o maior problema que sua diocese enfrenta é a grande distância de uma extremidade a outra. “Não há mais candidatos ao diaconato porque sofremos com a longa distância de nossa diocese. Ao todo são 700 km, então fica muito complicado reunir essas pessoas. Mas mesmo com essa longa distância, estamos trabalhando na constante atualização e formação aprofundada dos futuros diáconos”, afirmou dom Enemésio.
Segundo dados da Comissão Nacional de Diáconos do Brasil o crescimento de diáconos no mundo é da faixa de 35%, e no Brasil os números são maiores.
Outras informações acesse o site da Comissão de Diáconos, no endereço eletrônico www.cnd.org.br.
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
ATUALIZAÇÃO DAS DIRETRIZES DO DIACONATO PERMANENTE
Comissão dá início à atualização das Diretrizes do Diaconato Permanente
QUI, 26 DE AGOSTO DE 2010 17:26 CNBB
A Comissão para atualização das Diretrizes do Diaconato Permanente fez sua primeira reunião nesta quinta-feira, 26, na sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), para discutir a metodologia de trabalho que a equipe vai adotar para começar a atualização do documento “Diretrizes do Diaconato Permanente”, em vigor desde 2003.
Durante a reunião, a equipe também deu início à elaboração de um questionário que será enviado para as Comissões Regionais do Diaconato Permanente, com o objetivo de solicitar a contribuição dos diáconos em sugestões e acréscimos ao novo texto.
O presidente da Comissão, dom Anuar Battisti [arcebispo de Maringá (PR)], antecipou que três elementos já foram definidos para integrar a nova redação. “O novo documento vai constar do magistério da Igreja a partir de citações do papa Bento XVI sobre o diaconato permanente, das diaconias: as regiões atendidas pelos diáconos permanentes, e da dimensão da missionariedade dos diáconos, a partir do Documento de Aparecida (DAp)”.
Ainda nessa primeira reunião, o grupo pontuou mudanças de palavras, parágrafos e fez correções no texto atual. Dom Anuar afirmou que até o fim de outubro, os questionários deverão voltar respondidos. Em novembro, o secretário executivo da Comissão, padre Reginaldo Lima [assessor da Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada da CNBB], deverá fazer a tabulação dos dados e, em 7 de dezembro, acontecerá a segunda reunião que dará início à primeira redação de atualização do novo documento a ser apresentado na 49ª Assembleia Geral da CNBB, marcada para maio de 2011, em Aparecida (SP). Com a aprovação da CNBB, o texto seguirá a Roma, para aprovação da Congregação para a Educação Católica.
Integram a Comissão três bispos [dom Anuar Battisti, arcebispo de Maringá (PR); dom Vicente Gosta, bispo da diocese de Jundiaí (SP); dom Sérgio da Rocha, arcebispo de Teresina (PI); dom Edson de Castro Homem, bispo auxiliar do Rio de Janeiro]; um diácono permanente [Odelcio Calligaris Gomes da Costa, presidente da Comissão Nacional dos Diáconos (CND)] e dois sacerdotes [Reginaldo Lima e Valter Maurício Goedert].
Atualmente existem no Brasil 2.200 diáconos permanentes. Segundo o diácono Odelcio, cerca de 53% das dioceses do país têm diáconos permanentes.
QUI, 26 DE AGOSTO DE 2010 17:26 CNBB
A Comissão para atualização das Diretrizes do Diaconato Permanente fez sua primeira reunião nesta quinta-feira, 26, na sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), para discutir a metodologia de trabalho que a equipe vai adotar para começar a atualização do documento “Diretrizes do Diaconato Permanente”, em vigor desde 2003.
Durante a reunião, a equipe também deu início à elaboração de um questionário que será enviado para as Comissões Regionais do Diaconato Permanente, com o objetivo de solicitar a contribuição dos diáconos em sugestões e acréscimos ao novo texto.
O presidente da Comissão, dom Anuar Battisti [arcebispo de Maringá (PR)], antecipou que três elementos já foram definidos para integrar a nova redação. “O novo documento vai constar do magistério da Igreja a partir de citações do papa Bento XVI sobre o diaconato permanente, das diaconias: as regiões atendidas pelos diáconos permanentes, e da dimensão da missionariedade dos diáconos, a partir do Documento de Aparecida (DAp)”.
Ainda nessa primeira reunião, o grupo pontuou mudanças de palavras, parágrafos e fez correções no texto atual. Dom Anuar afirmou que até o fim de outubro, os questionários deverão voltar respondidos. Em novembro, o secretário executivo da Comissão, padre Reginaldo Lima [assessor da Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada da CNBB], deverá fazer a tabulação dos dados e, em 7 de dezembro, acontecerá a segunda reunião que dará início à primeira redação de atualização do novo documento a ser apresentado na 49ª Assembleia Geral da CNBB, marcada para maio de 2011, em Aparecida (SP). Com a aprovação da CNBB, o texto seguirá a Roma, para aprovação da Congregação para a Educação Católica.
Integram a Comissão três bispos [dom Anuar Battisti, arcebispo de Maringá (PR); dom Vicente Gosta, bispo da diocese de Jundiaí (SP); dom Sérgio da Rocha, arcebispo de Teresina (PI); dom Edson de Castro Homem, bispo auxiliar do Rio de Janeiro]; um diácono permanente [Odelcio Calligaris Gomes da Costa, presidente da Comissão Nacional dos Diáconos (CND)] e dois sacerdotes [Reginaldo Lima e Valter Maurício Goedert].
Atualmente existem no Brasil 2.200 diáconos permanentes. Segundo o diácono Odelcio, cerca de 53% das dioceses do país têm diáconos permanentes.
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
V SEMANA TEOLÓGICA - "SANTUÁRIO DE N.SRA CONSOLAÇÃO"
V SEMANA TEOLÓGICA – LUMEN GENTIUM – “LUZ DOS POVOS”
CONSTITUIÇÃO DOGMÁTICA SOBRE A IGREJA / CONCÍLIO VATICANO II
Paróquia Nossa Senhora da Consolação / Diocese de Cachoeiro de Itapemirim / ES
Escola de Teologia Pastoral “Santo Agostinho”
Dia 20 de setembro – Monsenhor Antonio Romulo Zagotto
Tema: O mistério da Igreja – O povo de Deus
Sub-Tema: “O Espírito Santo habita na Igreja e nos corações dos fiéis como num templo” (LG 04).
Dia 21 de setembro – Frei Didier Esperidião Neto
Tema: Constituição hierárquica da Igreja e, em especial, o Episcopado.
Sub-Tema: “Os bispos receberam, com os outros ministros, o encargo de servir a comunidade” (LG 48).
Dia 22 de setembro – Frei Domingos Sérgio Gusson
Tema: Os religiosos – índole escatológica da Igreja peregrina e união da mesma com a Igreja celeste.
Sub-Tema: “O estado constituído pela profissão dos conselhos evangélicos está firmemente relacionado com sua vida e santidade” (LG 120).
Dia 23 de setembro - Pe Pedro Félix Bassini
Tema: Os leigos – vocação universal à santidade na Igreja
Sub-Tema: “Todos cultivam, movidos pelo Espírito de Deus, nos vários gêneros de vida e ofícios uma única santidade” (LG 103).
Dia 24 de setembro – Pe Juliano Ribeiro Almeida
Tema: A bem-aventurada Virgem Maria, Mãe de Deus, no mistério de Cristo e da Igreja.
Sub-Tema: “A Igreja, mediante a Palavra de Deus recebida na fé, torna-se também ela mãe” (LG 154).
Observações:
Todos os dias da Semana Teológica, sempre as 19:00h a Celebração Eucarística, será sempre presidida pelo palestrante da noite.
As inscrições serão feitas nas comunidades, bem como nos Escritórios Paróquias de nossa Diocese e também nas Escolas de Teologia Pastoral e também no Escritório Paroquial do Santuário de Nossa Senhora da Consolação.
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
HAVERÁ SEMPRE DIFICULDADES.... Pe Fábio
Há dificuldades no caminho, porém garantia de vitória.
Na primeira leitura nós temos a promessa que Deus faz com Abraão, e já nos mostra o escritor sagrado que a aliança que Deus faz de dar a Abraão uma numerosa descendência passará pelo sacrifício. Abraão tu serás grande mas terá que sofrer. Não pode ser grande sem sofrer. A gente sabe que é onde a gente derrama o sangue que fica a verdadeira marca. Se você quer que ele dê valor, faça ser difícil, porque tudo o que vem muito fácil, muito fácil vai embora.
Na história da salvação vemos que Deus a todo o tempo está educando o povo nesta pedagogia, Ele não quer infantilizar ninguém. Deus é muito claro. A ação de sua graça será de proteção, mas faça o seu esforço, e Abraão sabe muito bem que a promessa dessa descendência vai custar sacrifício, e isto vai sendo revelado aos poucos.
Se você entrar no caminho do Senhor, como dizia São Paulo a Timóteo, prepara-te para o sofrimento. Não o sofrimento pelo sofrimento, mas o processo pelo qual se torna uma pessoa grande, sacrifício. Se você quer realmente alcançar um bom resultado, você tem que se esmerar na preparação desse resultado.
Quando Deus está falando para Abraão: “Abraão prepare-se Eu vou fazer com você uma aliança mas você vai ter que ser fiel ao que estou propondo”. A garantia da realização desta promessa é que você seja fiel dia por dia. Não fique querendo fazer tudo de uma vez porque isto não é possível. O cuidado do todo depende do cuidado com a parte, é a observância do dia a dia para que você possa viver e alcançar o resultado que Deus preparou para você. Nós temos o sinal do arco-iris que vai de um ponto ao outro da terra para nos lembrar que a promessa de Deus é grandiosa, ela vai nos fazer sair de um lugar para chegar ao outro.
É para nos recordar que teremos de viver o processo da caminhada. “Deus disse:" Eis o sinal da aliança que eu faço convosco e com todos os seres vivos que vos cercam, por todas as gerações futuras. Ponho o meu arco nas nuvens, para que ele seja o sinal da aliança entre mim e a terra. Quando eu tiver coberto o céu de nuvens por cima da terra, o meu arco aparecerá nas nuvens, e me lembrarei da aliança que fiz convosco e com todo ser vivo de toda a espécie e as águas não causarão mais dilúvio que extermine toda criatura. Dirigindo a Noé, Deus acrescentou: “Este é o sinal da aliança que faço entre mim e todas as criaturas que estão na terra”. (Gênesis 9, 12-15, 17)
Deus é processual, e estamos falando de promessa, no contexto do povo de Israel. O povo quer outra coisa se não o chão para descer as suas malas. O promessa que Deus faz ao seu povo é de vida plena, de abundância, de uma terra que vai jorrar leite e mel. Ninguém ganhou a terra prometida de mão beijada.
O problema é que os nossos olhos muitas vezes estão fixos no resultado.
Deus é sábio Ele sabia que precisava fazer o povo caminhar, porque é no processo desta caminhada que se daria o aprendizado. O problema é que os nossos olhos muitas vezes estão fixos no resultado e muitas vezes Deus, não está nos levando ao resultado, mas ao processo. Não podemos ter os olhos fixos no final ou não descobrimos a graça que Deus tem para nós hoje.
Na primeira leitura nós temos a promessa que Deus faz com Abraão, e já nos mostra o escritor sagrado que a aliança que Deus faz de dar a Abraão uma numerosa descendência passará pelo sacrifício. Abraão tu serás grande mas terá que sofrer. Não pode ser grande sem sofrer. A gente sabe que é onde a gente derrama o sangue que fica a verdadeira marca. Se você quer que ele dê valor, faça ser difícil, porque tudo o que vem muito fácil, muito fácil vai embora.
Na história da salvação vemos que Deus a todo o tempo está educando o povo nesta pedagogia, Ele não quer infantilizar ninguém. Deus é muito claro. A ação de sua graça será de proteção, mas faça o seu esforço, e Abraão sabe muito bem que a promessa dessa descendência vai custar sacrifício, e isto vai sendo revelado aos poucos.
Se você entrar no caminho do Senhor, como dizia São Paulo a Timóteo, prepara-te para o sofrimento. Não o sofrimento pelo sofrimento, mas o processo pelo qual se torna uma pessoa grande, sacrifício. Se você quer realmente alcançar um bom resultado, você tem que se esmerar na preparação desse resultado.
Quando Deus está falando para Abraão: “Abraão prepare-se Eu vou fazer com você uma aliança mas você vai ter que ser fiel ao que estou propondo”. A garantia da realização desta promessa é que você seja fiel dia por dia. Não fique querendo fazer tudo de uma vez porque isto não é possível. O cuidado do todo depende do cuidado com a parte, é a observância do dia a dia para que você possa viver e alcançar o resultado que Deus preparou para você. Nós temos o sinal do arco-iris que vai de um ponto ao outro da terra para nos lembrar que a promessa de Deus é grandiosa, ela vai nos fazer sair de um lugar para chegar ao outro.
É para nos recordar que teremos de viver o processo da caminhada. “Deus disse:" Eis o sinal da aliança que eu faço convosco e com todos os seres vivos que vos cercam, por todas as gerações futuras. Ponho o meu arco nas nuvens, para que ele seja o sinal da aliança entre mim e a terra. Quando eu tiver coberto o céu de nuvens por cima da terra, o meu arco aparecerá nas nuvens, e me lembrarei da aliança que fiz convosco e com todo ser vivo de toda a espécie e as águas não causarão mais dilúvio que extermine toda criatura. Dirigindo a Noé, Deus acrescentou: “Este é o sinal da aliança que faço entre mim e todas as criaturas que estão na terra”. (Gênesis 9, 12-15, 17)
Deus é processual, e estamos falando de promessa, no contexto do povo de Israel. O povo quer outra coisa se não o chão para descer as suas malas. O promessa que Deus faz ao seu povo é de vida plena, de abundância, de uma terra que vai jorrar leite e mel. Ninguém ganhou a terra prometida de mão beijada.
O problema é que os nossos olhos muitas vezes estão fixos no resultado.
Deus é sábio Ele sabia que precisava fazer o povo caminhar, porque é no processo desta caminhada que se daria o aprendizado. O problema é que os nossos olhos muitas vezes estão fixos no resultado e muitas vezes Deus, não está nos levando ao resultado, mas ao processo. Não podemos ter os olhos fixos no final ou não descobrimos a graça que Deus tem para nós hoje.
"ELA VAI MORRER"
Ela vai morrer - a pena de morte a Sakineh Mohammadi
Segunda-feira, 9 de agosto de 2010 - 10h39min
Jung Mo Sung*
Diante da reação internacional contra a pena de morte por apedrejamento imposta a Sakineh Mohammadi Ashtiani, iraniana de 43 anos, viúva e mãe de dois filhos, por supostamente cometer adultério com dois homens, o governo iraniano modificou a acusação de assassinado do seu marido. Isto é, ela é culpada; precisa ser morta; não importam as provas ou tipo de acusação.
Para o mundo moderno e principalmente para as sociedades ocidentais, é incompreensível que uma mulher seja condenada à morte por apedrejamento por causa de adultério. Mas, de acordo com a legislação iraniana, é a lei. E, em última instância, seria a vontade de Deus, pois em uma teocracia, como o regime iraniano, não há separação entre a lei civil e a lei religiosa. E de acordo com a sharia, ou de acordo com a interpretação dada pelos líderes religiosos do Irã, o adultério é um dos crimes que devem ser punidos com apedrejamento até a morte.
Mesmo que as pressões internacionais consigam suspender ou modificar a punição, ou até mesmo provar que ela é inocente das acusações, essa lei continuará existindo. E diante disso, surge uma pergunta para nós: devemos interferir na religião do "outro" ou na legislação de um país soberano em nome de direitos humanos? Se interferirmos, promovendo ou participando de movimentos de pressão, não estaríamos ocorrendo na soberbia de acharmos que sabemos melhor o que é a verdade e os valores religiosos islâmicos? Se optarmos por uma atitude "humilde" e não interferirmos, não estaríamos caindo em uma atitude de indiferença e até mesmo de cinismo frente aos sofrimentos das pessoas que sofrem sob peso de leis desse tipo?
É em casos assim, bem concretos e polêmicos, que os valores abstratos como respeito à religião ou a cultura dos "outros" são provados ou questionados a fundo. (Aqui não vou discutir o tema da interferência nas questões internas e de legislação de um país soberano.)
Há pessoas que dizem que essa lei não tem fundamento nos ensinamentos de Mohamed, nem no Corão e, que por isso, o mal não é do islamismo. No fundo, é uma tentativa de salvar a tese de que todas as religiões, em sua essência e origem são boas. Contudo, os líderes religiosos responsáveis pela "interpretação correta" do islamismo e do Corão em Irã dizem que essa lei está de acordo com Corão e a vontade de Alá.
Outros aproveitam situações assim para defender a tese de que todas as religiões são perversas em si ou são coisas do passado e que devem ser superadas pelos valores humanistas modernos. Esquecem, porém, que há muitas pessoas islâmicas que, em nome da sua fé, lutam contra esse tipo de interpretação do Corão ou da tradição islâmica.
Na história do cristianismo ocidental, tivemos também casos parecidos, como da inquisição ou da caça às bruxas, que foram realizadas em nome do cristianismo, com apoio das suas autoridades religiosas e da parcela significativa do povo cristão.
Se olharmos para a história, veremos que casos de apedrejamento ou punições similares das mulheres adúlteras não são raros. São punições exemplares e violentas para evitar este grande perigo à vida da comunidade. Afinal, desejar a mulher do próximo é a "coisa" mais antiga da humanidade e uma das forças geradoras conflito e da violência entre os homens da mesma comunidade. (Uma questão que devemos refletir é por que sempre são as mulheres que são as culpadas e condenadas? A resposta fácil de que é por causa do machismo não responde a questão porque não explica a razão desse tipo de machismo.)
No evangelho de João, temos um caso de apedrejamento de mulher adúltera (Jo 8, 3-11). Não há espaço para uma reflexão mais longa aqui, mas eu penso que a solução dada por Jesus pode nos ajudar muito ainda hoje. Ele não nega o erro do adultério, mas também não aprova o apedrejamento. O que me chama atenção é que ele não discute se a interpretação dada pelos escribas e os fariseus de que a lei de Moisés manda apedrejar a mulher adúltera está correta ou não. Ele não resolve a questão no âmbito da discussão teórica ou teológica sobre correta interpretação da lei divina ou religiosa. Ele desloca a discussão para outro nível.
Jesus pergunta: "quem dentre vós estiver sem pecado, seja o primeiro a lhe atirar uma pedra!". A solução verdadeira não está no âmbito da discussão teórica ou da ortodoxia (cristã ou islâmica), mas no reconhecimento de que não há inocentes entre nós. Não há mulher adúltera, sem homens adúlteros; não há adultério sem o desejo da mulher ou do homem do próximo; e não há seres humanos que não desejam o que é do outro ou da outra. Seja cristão ou islâmico, moderno ou tradicional, clero ou leigo, ocidental ou oriental, homem ou mulher, progressista ou conservador, de esquerda ou de direita...
Grupos e instituições que não reconhecem isso estão sempre à procura de bodes expiatórios. Um grande desafio é pensarmos a ação política e propostas sociais a partir desse reconhecimento de que nós todos participamos da ambigüidade humana, dos bons e maus desejos.
* Teólogo Católico. Coord. Pós-Graduação em Ciências da Religião, Universidade Metodista de São Paulo. Autor de "Deus em nós: o reinado que acontece no amor solidário aos pobres", Paulus
Segunda-feira, 9 de agosto de 2010 - 10h39min
Jung Mo Sung*
Diante da reação internacional contra a pena de morte por apedrejamento imposta a Sakineh Mohammadi Ashtiani, iraniana de 43 anos, viúva e mãe de dois filhos, por supostamente cometer adultério com dois homens, o governo iraniano modificou a acusação de assassinado do seu marido. Isto é, ela é culpada; precisa ser morta; não importam as provas ou tipo de acusação.
Para o mundo moderno e principalmente para as sociedades ocidentais, é incompreensível que uma mulher seja condenada à morte por apedrejamento por causa de adultério. Mas, de acordo com a legislação iraniana, é a lei. E, em última instância, seria a vontade de Deus, pois em uma teocracia, como o regime iraniano, não há separação entre a lei civil e a lei religiosa. E de acordo com a sharia, ou de acordo com a interpretação dada pelos líderes religiosos do Irã, o adultério é um dos crimes que devem ser punidos com apedrejamento até a morte.
Mesmo que as pressões internacionais consigam suspender ou modificar a punição, ou até mesmo provar que ela é inocente das acusações, essa lei continuará existindo. E diante disso, surge uma pergunta para nós: devemos interferir na religião do "outro" ou na legislação de um país soberano em nome de direitos humanos? Se interferirmos, promovendo ou participando de movimentos de pressão, não estaríamos ocorrendo na soberbia de acharmos que sabemos melhor o que é a verdade e os valores religiosos islâmicos? Se optarmos por uma atitude "humilde" e não interferirmos, não estaríamos caindo em uma atitude de indiferença e até mesmo de cinismo frente aos sofrimentos das pessoas que sofrem sob peso de leis desse tipo?
É em casos assim, bem concretos e polêmicos, que os valores abstratos como respeito à religião ou a cultura dos "outros" são provados ou questionados a fundo. (Aqui não vou discutir o tema da interferência nas questões internas e de legislação de um país soberano.)
Há pessoas que dizem que essa lei não tem fundamento nos ensinamentos de Mohamed, nem no Corão e, que por isso, o mal não é do islamismo. No fundo, é uma tentativa de salvar a tese de que todas as religiões, em sua essência e origem são boas. Contudo, os líderes religiosos responsáveis pela "interpretação correta" do islamismo e do Corão em Irã dizem que essa lei está de acordo com Corão e a vontade de Alá.
Outros aproveitam situações assim para defender a tese de que todas as religiões são perversas em si ou são coisas do passado e que devem ser superadas pelos valores humanistas modernos. Esquecem, porém, que há muitas pessoas islâmicas que, em nome da sua fé, lutam contra esse tipo de interpretação do Corão ou da tradição islâmica.
Na história do cristianismo ocidental, tivemos também casos parecidos, como da inquisição ou da caça às bruxas, que foram realizadas em nome do cristianismo, com apoio das suas autoridades religiosas e da parcela significativa do povo cristão.
Se olharmos para a história, veremos que casos de apedrejamento ou punições similares das mulheres adúlteras não são raros. São punições exemplares e violentas para evitar este grande perigo à vida da comunidade. Afinal, desejar a mulher do próximo é a "coisa" mais antiga da humanidade e uma das forças geradoras conflito e da violência entre os homens da mesma comunidade. (Uma questão que devemos refletir é por que sempre são as mulheres que são as culpadas e condenadas? A resposta fácil de que é por causa do machismo não responde a questão porque não explica a razão desse tipo de machismo.)
No evangelho de João, temos um caso de apedrejamento de mulher adúltera (Jo 8, 3-11). Não há espaço para uma reflexão mais longa aqui, mas eu penso que a solução dada por Jesus pode nos ajudar muito ainda hoje. Ele não nega o erro do adultério, mas também não aprova o apedrejamento. O que me chama atenção é que ele não discute se a interpretação dada pelos escribas e os fariseus de que a lei de Moisés manda apedrejar a mulher adúltera está correta ou não. Ele não resolve a questão no âmbito da discussão teórica ou teológica sobre correta interpretação da lei divina ou religiosa. Ele desloca a discussão para outro nível.
Jesus pergunta: "quem dentre vós estiver sem pecado, seja o primeiro a lhe atirar uma pedra!". A solução verdadeira não está no âmbito da discussão teórica ou da ortodoxia (cristã ou islâmica), mas no reconhecimento de que não há inocentes entre nós. Não há mulher adúltera, sem homens adúlteros; não há adultério sem o desejo da mulher ou do homem do próximo; e não há seres humanos que não desejam o que é do outro ou da outra. Seja cristão ou islâmico, moderno ou tradicional, clero ou leigo, ocidental ou oriental, homem ou mulher, progressista ou conservador, de esquerda ou de direita...
Grupos e instituições que não reconhecem isso estão sempre à procura de bodes expiatórios. Um grande desafio é pensarmos a ação política e propostas sociais a partir desse reconhecimento de que nós todos participamos da ambigüidade humana, dos bons e maus desejos.
* Teólogo Católico. Coord. Pós-Graduação em Ciências da Religião, Universidade Metodista de São Paulo. Autor de "Deus em nós: o reinado que acontece no amor solidário aos pobres", Paulus
quinta-feira, 1 de julho de 2010
Artigos de nossos Bispos
Profissão de fé
Duas personalidades bíblicas, Pedro e Paulo, unidos por um ideal comum, o seguimento dos princípios de Jesus Cristo, mas com estruturas pessoais totalmente diversas. Ambos conviveram com as realidades que anunciavam, a justiça e a verdade, e morreram por elas.
Pedro e Paulo foram martirizados em Roma, um representando a Instituição, a Igreja, e o outro, testemunhando a missão. Os dois são definidos como colunas mestras da Igreja, porque lavaram suas vestes no sangue do Cordeiro, revelando uma profunda profissão de fé.
Como seguidores de Jesus Cristo, esses dois apóstolos se destacaram como homens do serviço, trabalhando pela liberdade das pessoas, promovendo a vida e rejeitando todas as formas de opressão e morte. Este é o fundamento da ação de todo aquele que se coloca na posição de líder numa comunidade de pessoas.
Toda liderança supõe despojamento e renúncias importantes. O alvo principal não deve ser a pessoa do líder, mas o objetivo definido como ação. Sempre está em jogo o bem comum e o bem das pessoas. Se o foco for o bem próprio, esse líder está traindo a sua missão, podendo estar também desviando o bem público.
Olhando para o sofrimento de Pedro e Paulo, imaginamos o sofrimento do povo hoje, numa realidade tão próspera, mas mal conduzida pelo despreparo e pela baixa preocupação com o bem dos mais sofridos. Sentimos a síndrome da política suja, sem perspectiva e sem esperança. Até a ficha limpa está já sendo burlada.
Pedro e Paulo cumpriram sua liderança com fidelidade até a morte. Tiveram coragem de enfrentar os sofrimentos e as perseguições, sempre marcados pela esperança de vida nova. Conseguiram motivar o povo desanimado e decepcionado com outras lideranças sem compromisso.
Estamos no mundo das divergências, de pensamentos detonantes liderados até por pessoas mal intencionadas, motivadas por conquista de poder ou de dinheiro. Líderes que se deixam levar pela injustiça, pela droga, a violência, a permissividade, a cultura da morte, a ganância, a falta de ética na política. Não é este o ideal do verdadeiro líder que desejamos para o país.
Dom Paulo Mendes Peixoto
Duas personalidades bíblicas, Pedro e Paulo, unidos por um ideal comum, o seguimento dos princípios de Jesus Cristo, mas com estruturas pessoais totalmente diversas. Ambos conviveram com as realidades que anunciavam, a justiça e a verdade, e morreram por elas.
Pedro e Paulo foram martirizados em Roma, um representando a Instituição, a Igreja, e o outro, testemunhando a missão. Os dois são definidos como colunas mestras da Igreja, porque lavaram suas vestes no sangue do Cordeiro, revelando uma profunda profissão de fé.
Como seguidores de Jesus Cristo, esses dois apóstolos se destacaram como homens do serviço, trabalhando pela liberdade das pessoas, promovendo a vida e rejeitando todas as formas de opressão e morte. Este é o fundamento da ação de todo aquele que se coloca na posição de líder numa comunidade de pessoas.
Toda liderança supõe despojamento e renúncias importantes. O alvo principal não deve ser a pessoa do líder, mas o objetivo definido como ação. Sempre está em jogo o bem comum e o bem das pessoas. Se o foco for o bem próprio, esse líder está traindo a sua missão, podendo estar também desviando o bem público.
Olhando para o sofrimento de Pedro e Paulo, imaginamos o sofrimento do povo hoje, numa realidade tão próspera, mas mal conduzida pelo despreparo e pela baixa preocupação com o bem dos mais sofridos. Sentimos a síndrome da política suja, sem perspectiva e sem esperança. Até a ficha limpa está já sendo burlada.
Pedro e Paulo cumpriram sua liderança com fidelidade até a morte. Tiveram coragem de enfrentar os sofrimentos e as perseguições, sempre marcados pela esperança de vida nova. Conseguiram motivar o povo desanimado e decepcionado com outras lideranças sem compromisso.
Estamos no mundo das divergências, de pensamentos detonantes liderados até por pessoas mal intencionadas, motivadas por conquista de poder ou de dinheiro. Líderes que se deixam levar pela injustiça, pela droga, a violência, a permissividade, a cultura da morte, a ganância, a falta de ética na política. Não é este o ideal do verdadeiro líder que desejamos para o país.
Dom Paulo Mendes Peixoto
quinta-feira, 17 de junho de 2010
COPA NA ÁFRICA
A cada quatro anos o nosso país descobre um novo país, uma nova cultura – a sede da COPA DO MUNDO, ao mesmo tempo descobrimos países e culturas que participam deste evento que pelo menos no Brasil altera o nosso cotidiano. Podemos questionar sobre a força da comunicação sobre brasileiros e brasileiros, mas ao mesmo tempo aproveitemos para verificar como o planeta dinâmico, descobrimos que países não existem mais como a Iugoslávia, que depois de uma luta que provocou a morte de muitas pessoas existem outros países. Descobrimos que os Coreanos do Norte não puderem ver um dos seus jogadores chorando enquanto cantava o hino do país. Que os sul-africanos no dia que perderam o jogo faziam memória de um massacre de seus estudantes que alguns anos lutavam pelo direito a liberdade de convivência, no mesmo momento em que nosso país em que o Senado aprova o Estatuto da Igualdade Racial. Percebam em nosso cotidiano podemos identificar manifestações para leitura religiosa cultural de nosso planeta que interfere neste país verde e amarelo que mesmo parado para assistir aos seus jogadores possui consciência de que é um país com limites e conquistas que depende de formar cidadãos conscientes. Este cotidiano da cultura nas diferentes manifestações religiosas que constroem populações ao redor do planeta com direitos e deveres !!!!
sexta-feira, 11 de junho de 2010
Ubuntu, uma lição fácil de aprender, melhor ainda de viver
Amigos segue o texto e o que significa essa palavra usada em muitos países africanos. É exatamente o que a África deseja transmitir ao mundo durante a Copa.
Existe uma palavra na língua portuguesa difícil de ser traduzida para outras línguas: saudade. Em vários países africanos, tem também uma muito maior em significado do que qualquer tradução: ubuntu.
África, a casa de todos nós. O primeiro homem foi africano, por isso entender esse continente é entender um pouco o que somos. Cinquenta e três países, quase 900 milhões de habitantes, mais de mil idiomas.
De que forma vemos os africanos? Talvez jamais tenhamos olhado da forma devida para eles. Que tal uma Copa do Mundo para romper o preconceito?
A partir desta sexta e durante um mês, um torneio de futebol terá o poder de inverter o mapa mundi. A África passará a ser o centro de tudo. Teremos a chance de conhecer melhor nosso irmãos.
E eles nos oferecem uma lição simples: ubuntu, uma palavra comum em várias línguas africanas, geralmente traduzida como humanidade. Mas é pouco. Ubuntu, uma palavra e muitos significados: amizade, solidariedade, compaixão, perdão, irmandade, o amor ao próximo. A capacidade de entender e aceitar o outro.
O prêmio Nobel da Paz, o bispo sul-africano Desmond Tutu, uma vez explicou: ubuntu é a essência do ser humano. Você não pode viver isoladamente, você não pode ser humano se é só.
Para outro Nobel da Paz, o ex-presidente Nelson Mandela, para ser feliz é preciso viver em coletividade, em harmonia com quem está a sua volta. Ou seja, tudo de bom que você pode sentir ou desejar a uma pessoa, os africanos resumiram em apenas seis letras.
Ubuntu, é isso que este continente deseja transmitir ao mundo durante a Copa. Uma lição fácil de aprender, melhor ainda de viver.
Ubuntu para todos nós.
segunda-feira, 7 de junho de 2010
PROJETO FICHA LIMPA
Presidente Lula sanciona o projeto Ficha Limpa
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta sexta-feira, 4, o Projeto de Lei de Iniciativa Popular Ficha Limpa, que proíbe a candidatura de políticos condenados pela Justiça em decisão colegiada em processos ainda não concluídos. Segundo a Casa Civil, Lula não fez qualquer veto ao texto aprovado pelo Senado. O Diário Oficial de segunda-feira, 7, deverá trazer a sanção de Lula.
Como a sanção aconteceu antes do dia 9 de junho, caberá agora ao Judiciário decidir se o projeto provocará efeitos já nas eleições de outubro. O Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral, que apresentou o projeto ao Congresso com mais de 1,6 milhão de assinaturas, entende ser possível aplicar já.
O projeto ficha limpa sofreu mudanças no Congresso. A versão inicial, do movimento, desejava a proibição de políticos condenados já em primeira instância. Ainda na Câmara, optou-se por proibir apenas os condenados por colegiados, o que acontece geralmente na segunda instância ou nos casos de quem tem foro privilegiado.
O texto que sai do Congresso permite um recurso extra para condenados em colegiados a um órgão superior. Neste caso, se o outro órgão permitir a candidatura ele terá de julgar com prioridade o processo em andamento.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta sexta-feira, 4, o Projeto de Lei de Iniciativa Popular Ficha Limpa, que proíbe a candidatura de políticos condenados pela Justiça em decisão colegiada em processos ainda não concluídos. Segundo a Casa Civil, Lula não fez qualquer veto ao texto aprovado pelo Senado. O Diário Oficial de segunda-feira, 7, deverá trazer a sanção de Lula.
Como a sanção aconteceu antes do dia 9 de junho, caberá agora ao Judiciário decidir se o projeto provocará efeitos já nas eleições de outubro. O Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral, que apresentou o projeto ao Congresso com mais de 1,6 milhão de assinaturas, entende ser possível aplicar já.
O projeto ficha limpa sofreu mudanças no Congresso. A versão inicial, do movimento, desejava a proibição de políticos condenados já em primeira instância. Ainda na Câmara, optou-se por proibir apenas os condenados por colegiados, o que acontece geralmente na segunda instância ou nos casos de quem tem foro privilegiado.
O texto que sai do Congresso permite um recurso extra para condenados em colegiados a um órgão superior. Neste caso, se o outro órgão permitir a candidatura ele terá de julgar com prioridade o processo em andamento.
quarta-feira, 2 de junho de 2010
A Festa de Corpus Christi
Todo católico deve participar dessa procissão
A Quinta-feira Santa é o dia da instituição da Eucaristia, mas a lembrança da Paixão e Morte do Salvador não permite uma celebração festiva. Por isso, é na Festa de Corpus Christi que os fiéis agradecem e louvam a Deus pelo inestimável dom da Eucaristia. Nela está contido todo o tesouro espiritual da Igreja, o próprio Cristo.
A Festa de Corpus Christi surgiu no séc. XIII, na diocese de Liège, na Bélgica, por iniciativa da freira Juliana de Mont Cornillon (†1258), a qual recebia visões nas quais o próprio Jesus lhe pedia uma festa litúrgica anual em honra do sacramento da Eucaristia. Essa santa era priora da Abadia de Cornillon e teve, conforme a tradição, uma visão da Igreja sob a aparência de lua cheia com uma mancha negra, que significada a ausência dessa solenidade. Juliana comunicou esta imagem a Dom Roberto de Thorete, bispo de Liége, também ao douto Dominico Hugh, mais tarde cardeal legado dos Países Baixos e a Jacques Pantaleón, mais tarde o Papa Urbano IV. A Solenidade mundial de Corpus Christi foi decretada em 1264, 6 anos após a morte de irmã Juliana em 1258, com 66 anos. A santa foi canonizada em 1599 pelo Papa Clemente VIII (1592-1605).
O milagre de Bolsena: Quando o padre Pedro de Praga, da Boêmia, celebrou uma Santa Missa na cripta de Santa Cristina, em Bolsena, Itália, aconteceu um milagre eucarístico: da hóstia consagrada começaram a cair gotas de sangue sobre o corporal após a consagração. Ainda hoje se conservam, em Orvieto, os corporais onde se apóiam o cálice e a patena durante a Celebração Eucarística e também se pode ver a pedra do altar em Bolsena, manchada de sangue.
O Papa Urbano IV (1262-1264), que residia em Orvieto, próximo de Bolsena, onde vivia S. Tomás de Aquino, informado do milagre, ordenou ao Bispo Giacomo que levasse as relíquias de Bolsena a Orvieto. Isso foi feito em procissão. Quando o Papa encontrou a Procissão na entrada de Orvieto, teria então pronunciado diante da relíquia eucarística as palavras: “Corpus Christi”. Em 11/08/1264 o Papa emitiu a Bula “Transiturus de mundo”, na qual prescreveu que, na quinta-feira após a oitava de Pentecostes, fosse oficialmente celebrada a festa em honra do Corpo do Senhor. São Tomás de Aquino foi encarregado pelo Papa para compor o Ofício da celebração.
Em 1317, o Papa João XXII (1316-1334) publicou na Constituição Clementina o dever de se levar a Eucaristia em procissão pelas vias públicas. A partir da oficialização, a Festa de Corpus Christi passou a ser celebrada todos os anos na primeira quinta-feira após o domingo da Santíssima Trindade. A celebração normalmente tem início com a Santa Missa, seguida pela procissão pelas ruas da cidade, que se encerra com a bênção do Santíssimo.
Todo católico deve participar dessa procissão por ser a mais importante de todas que acontecem durante o ano, pois é a única na qual o próprio Senhor sai às ruas para abençoar as pessoas, as famílias e a cidade. Em muitos lugares criou-se o belo costume de enfeitar as casas com oratórios e flores e as ruas com tapetes ornamentados, tudo em honra de Nosso Senhor Jesus Cristo, que vem visitar o Seu povo. Tudo isso tem muito sentido e deve ser preservado.
Prof. Felipe Aquino
terça-feira, 1 de junho de 2010
Ordenação Presbiteral do Diácono Permanente Antonio Pereira Gaio
Emoção marca ordenação presbiteral de diácono Gaio
A emoção marcou o dia em que diácono permanente Antônio Pereira Gaio foi ordenado. Os quatro filhos e outros familiares de Gaio preencheram os primeiros bancos da Catedral Metropolitana. Durante a cerimônia, o atual padre e seus parentes não esconderam a alegria, expressando-a muitas vezes em lágrimas. A ordenação aconteceu no dia 29 e teve também a presença de 67 padres e 10 diáconos, além dos fiéis que encheram a igreja.
A emoção marcou o dia em que diácono permanente Antônio Pereira Gaio foi ordenado. Os quatro filhos e outros familiares de Gaio preencheram os primeiros bancos da Catedral Metropolitana. Durante a cerimônia, o atual padre e seus parentes não esconderam a alegria, expressando-a muitas vezes em lágrimas. A ordenação aconteceu no dia 29 e teve também a presença de 67 padres e 10 diáconos, além dos fiéis que encheram a igreja.
sexta-feira, 28 de maio de 2010
O momento oportuno
O momento oportuno
O tempo presente é chamado de “Kairós”. É o agora de Deus. É o momento da graça. S. Agostinho dizia: “Tenho medo do Jesus que passa”, pois pode passar e eu não ver. Nós gostamos de aproveitar as boas oportunidades, pois podem não voltar. A oportunidade da graça é o momento presente. É agora que Deus nos ama, nos salva e nos convida a estar com Ele. Isso é agir sob a ação do Espírito Santo que inspira a viver a vida em plenitude. Viver plenamente é fazer o bem agora, dentro da realidade em que vivemos. Na Igreja corremos o risco de dar respostas do passado para o que vivemos hoje, julgando que só o passado é bom. O passado, naquele momento, era o presente e souberam responder para aquele presente. A vida humana e cristã caminha buscando no passado a sabedoria, mas sabendo que temos que contribuir no presente com a sabedoria que nos dá o Espírito. Se respondermos bem ao momento presente, estaremos plantando bem o futuro. Se nos abrirmos ao presente de Deus, assumiremos nosso passado e construiremos o futuro.
O tempo presente é chamado de “Kairós”. É o agora de Deus. É o momento da graça. S. Agostinho dizia: “Tenho medo do Jesus que passa”, pois pode passar e eu não ver. Nós gostamos de aproveitar as boas oportunidades, pois podem não voltar. A oportunidade da graça é o momento presente. É agora que Deus nos ama, nos salva e nos convida a estar com Ele. Isso é agir sob a ação do Espírito Santo que inspira a viver a vida em plenitude. Viver plenamente é fazer o bem agora, dentro da realidade em que vivemos. Na Igreja corremos o risco de dar respostas do passado para o que vivemos hoje, julgando que só o passado é bom. O passado, naquele momento, era o presente e souberam responder para aquele presente. A vida humana e cristã caminha buscando no passado a sabedoria, mas sabendo que temos que contribuir no presente com a sabedoria que nos dá o Espírito. Se respondermos bem ao momento presente, estaremos plantando bem o futuro. Se nos abrirmos ao presente de Deus, assumiremos nosso passado e construiremos o futuro.
sexta-feira, 21 de maio de 2010
Álbum de fotografias
FICHA LIMPA
Emenda de redação não altera Ficha Limpa, diz MCCE Qui, 20 de Maio de 2010 18:58 cnbb
Com uma nota oficial, o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) esclareceu, nesta quinta-feira, 20, a ‘emenda de redação’ que houve no projeto Ficha Limpa. “Foi feita, tão somente, uma ‘emenda de redação’ – que não altera o texto – para uniformizar os tempos verbais utilizados nos vários dispositivos do projeto”, diz a nota.
Para o relator do projeto, senador Demóstenes Torres (DEM-GO), as mudanças foram “apenas para harmonizar e padronizar a redação do texto”. A modificação trata-se de alterações verbais do passado para o futuro, nas expressões “tenham sido” para “forem sido”, em cinco alíneas do projeto. Com as mudanças, todas as alíneas tiveram reformulações no tempo verbal garantido assim, segundo o senador, que “todos os processos que se encontram em andamento poderão ser julgados pelos tribunais superiores” e, “quem já se encontra condenado com processo em andamento, também é inelegível”, declarou.
O jurista Marcello Lavenère explicou que a nova lei se aplicará exclusivamente aos condenados por um órgão colegiado. No entanto, quem cumpriu uma pena, automaticamente está fora do enquadramento do Ficha Limpa, porque seu processo já foi julgado. “Os processos em julgamento, previstos na lei, seguem normalmente, conforme o artigo 3º”. De acordo com a lei, disse ele, “aqueles que foram interpostos antes continuarão depois e os processos seguirão normalmente. A lei não apanha a coisa julgada, os demais casos serão apanhados tranquilamente”, garantiiu. Ele disse ainda que “o Supremo vai ter que harmonizar os artigos para que a lei funcione”.
Questionado se o projeto abre brechas para várias interpretações, Torres afirmou que sim e ressaltou que “cabe aos juristas interpretarem a lei constitucionalmente” e faltou tempo para o projeto fosse discutido no Senado. Isso porque, segundo ele, o Congresso Nacional cedeu às pressões das entidades que compõem o MCCE, bem como da sociedade civil para que o Ficha Limpa esteja em vigor ainda nas eleições deste ano. “A pressão da sociedade colaborou para que o projeto fosse imediatamente aprovado sem nenhuma alteração. A pressão também vai ajudar na sanção do projeto; agora, vai prevalecer a opinião pública, mas, mesmo com a pressa em aprová-lo, ele não deixará de ser uma lei rigorosa”, disse.
Para valer para as eleições deste ano, a lei deve ser publicada no Diário Oficial da União, no próximo dia 9 de junho. Demóstenes garantiu que depois de sancionada a lei já estará valendo. Ele também afirmou que pelo menos 25% dos candidatos às eleições não conseguirão levar suas campanhas adiante após o vigor do Ficha Limpa. “Sancionado já estará valendo. E com a entrada em vigor 1/4 dos candidatos não conseguirão levar adiante suas campanhas”.
Outro ponto importante que a nova lei vai contemplar, segundo o jurista Lavenère, é com relação à celeridade dos processos arquivados no Superior Tribunal de Justiça (STJ). “O Ficha Limpa olha para aqueles que não cumpriram pena alguma e para os processos que foram retardados o trânsito em julgado. Temos milhões de processos no STJ que duram de 3 a 8 anos. A população fica esperando que essas pessoas (condenadas) não se apresentem como candidatos e a justiça eleitoral os acolhe. Queremos dizer que esses camaradas não voltarão a partir de agora. É para esses que estamos fazendo o projeto, que não tiveram trânsito em julgado. Estes não poderão mais ser candidatos”. Lavenère disse ainda que “seria preferível que os candidatos não tivessem mácula nenhuma. Mas há acusações que procedem e outras que não procedem. Não podemos descartar a presunção da inocência. Essa é uma das cautelas do projeto”, concluiu.
Dom Dimas
Do ponto de vista moral, o secretário geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Dimas Lara Barbosa, disse que é um momento histórico na vida do país. “A aprovação do Ficha Limpa é uma vitória que possibilitará o vigor da ética e da moral em todos os níveis do processo eleitoral. Eu tenho certeza de que o Projeto vai ser muito importante para depurar a própria qualidade dos candidatos, porque a gama de crimes ali abrangidas é muito ampla e trata de quase todos os aspectos que realmente maculam ou deixam suspeitas uma pessoa que pretende exercer uma atividade pública.
Com uma nota oficial, o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) esclareceu, nesta quinta-feira, 20, a ‘emenda de redação’ que houve no projeto Ficha Limpa. “Foi feita, tão somente, uma ‘emenda de redação’ – que não altera o texto – para uniformizar os tempos verbais utilizados nos vários dispositivos do projeto”, diz a nota.
Para o relator do projeto, senador Demóstenes Torres (DEM-GO), as mudanças foram “apenas para harmonizar e padronizar a redação do texto”. A modificação trata-se de alterações verbais do passado para o futuro, nas expressões “tenham sido” para “forem sido”, em cinco alíneas do projeto. Com as mudanças, todas as alíneas tiveram reformulações no tempo verbal garantido assim, segundo o senador, que “todos os processos que se encontram em andamento poderão ser julgados pelos tribunais superiores” e, “quem já se encontra condenado com processo em andamento, também é inelegível”, declarou.
O jurista Marcello Lavenère explicou que a nova lei se aplicará exclusivamente aos condenados por um órgão colegiado. No entanto, quem cumpriu uma pena, automaticamente está fora do enquadramento do Ficha Limpa, porque seu processo já foi julgado. “Os processos em julgamento, previstos na lei, seguem normalmente, conforme o artigo 3º”. De acordo com a lei, disse ele, “aqueles que foram interpostos antes continuarão depois e os processos seguirão normalmente. A lei não apanha a coisa julgada, os demais casos serão apanhados tranquilamente”, garantiiu. Ele disse ainda que “o Supremo vai ter que harmonizar os artigos para que a lei funcione”.
Questionado se o projeto abre brechas para várias interpretações, Torres afirmou que sim e ressaltou que “cabe aos juristas interpretarem a lei constitucionalmente” e faltou tempo para o projeto fosse discutido no Senado. Isso porque, segundo ele, o Congresso Nacional cedeu às pressões das entidades que compõem o MCCE, bem como da sociedade civil para que o Ficha Limpa esteja em vigor ainda nas eleições deste ano. “A pressão da sociedade colaborou para que o projeto fosse imediatamente aprovado sem nenhuma alteração. A pressão também vai ajudar na sanção do projeto; agora, vai prevalecer a opinião pública, mas, mesmo com a pressa em aprová-lo, ele não deixará de ser uma lei rigorosa”, disse.
Para valer para as eleições deste ano, a lei deve ser publicada no Diário Oficial da União, no próximo dia 9 de junho. Demóstenes garantiu que depois de sancionada a lei já estará valendo. Ele também afirmou que pelo menos 25% dos candidatos às eleições não conseguirão levar suas campanhas adiante após o vigor do Ficha Limpa. “Sancionado já estará valendo. E com a entrada em vigor 1/4 dos candidatos não conseguirão levar adiante suas campanhas”.
Outro ponto importante que a nova lei vai contemplar, segundo o jurista Lavenère, é com relação à celeridade dos processos arquivados no Superior Tribunal de Justiça (STJ). “O Ficha Limpa olha para aqueles que não cumpriram pena alguma e para os processos que foram retardados o trânsito em julgado. Temos milhões de processos no STJ que duram de 3 a 8 anos. A população fica esperando que essas pessoas (condenadas) não se apresentem como candidatos e a justiça eleitoral os acolhe. Queremos dizer que esses camaradas não voltarão a partir de agora. É para esses que estamos fazendo o projeto, que não tiveram trânsito em julgado. Estes não poderão mais ser candidatos”. Lavenère disse ainda que “seria preferível que os candidatos não tivessem mácula nenhuma. Mas há acusações que procedem e outras que não procedem. Não podemos descartar a presunção da inocência. Essa é uma das cautelas do projeto”, concluiu.
Dom Dimas
Do ponto de vista moral, o secretário geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Dimas Lara Barbosa, disse que é um momento histórico na vida do país. “A aprovação do Ficha Limpa é uma vitória que possibilitará o vigor da ética e da moral em todos os níveis do processo eleitoral. Eu tenho certeza de que o Projeto vai ser muito importante para depurar a própria qualidade dos candidatos, porque a gama de crimes ali abrangidas é muito ampla e trata de quase todos os aspectos que realmente maculam ou deixam suspeitas uma pessoa que pretende exercer uma atividade pública.
terça-feira, 11 de maio de 2010
Scientia et Caritas
Scientia et Caritas: o lema dos agostinianos
Scientia significa o conhecimento, o estudo que temos e adquirimos. Ele é simbolizado pelo livro na figura, que pode ser visto como a Bíblia (sabedoria Divina) ou como o estudo em geral (sabedoria humana).
Caritas significa amor no sentido humano e puro. Simbolizado pelo coração em chamas (não é um coração frio) e atingido por uma flecha (Deus tocando os corações), a caridade (amor puro) se expressa no mandamento máximo do cristão: amar ao próximo como gostaríamos de ser amados.
O conhecimento que temos e adquirimos ao longo da vida deve funcionar harmoniosamente em conjunto com o amor a serviço de um mundo melhor. Não devemos humilhar ninguém com nosso conhecimento, até pelo contrário. E nosso amor deve ser melhor compreendido e expresso através do estudo, do conhecimento. Quanto mais conhecemos, mais oportunidades temos de ajudar (ou atrapalhar) a nossa vida e a vida do nosso próximo.
Para Santo Agostinho e os membros da família agostiniana, o conhecimento e o amor devem estar a serviço da promoção e ajuda às pessoas. Na prática, a escolha é de cada um. Raramente podemos afirmar que não é nossa escolha fazer o que é certo, o que é cristão e, para os agostinianos recoletos, o que é próprio de sua espiritualidade.
Assinar:
Comentários (Atom)
